{"id":74579,"date":"2025-06-28T13:30:59","date_gmt":"2025-06-28T16:30:59","guid":{"rendered":"https:\/\/appservicos.com\/noticias\/big-techs-devem-ter-responsabilidade-contra-fake-news-diz-ifcn\/"},"modified":"2025-06-28T13:31:08","modified_gmt":"2025-06-28T16:31:08","slug":"big-techs-devem-ter-responsabilidade-contra-fake-news-diz-ifcn","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/appservicos.com\/noticias\/big-techs-devem-ter-responsabilidade-contra-fake-news-diz-ifcn\/","title":{"rendered":"Big techs devem ter responsabilidade contra fake news, diz IFCN"},"content":{"rendered":"<div>\n<p><strong>Na batalha contra a dissemina\u00e7\u00e3o de not\u00edcias falsas (ou <em>fake news<\/em>, com a populariza\u00e7\u00e3o do termo em ingl\u00eas), checadores de fatos passaram a assumir um papel central na valida\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es. S\u00e3o jornalistas que percorrem redes sociais em busca dos assuntos mais compartilhados e investigam a veracidade deles por meio de uma apura\u00e7\u00e3o profissional.<\/strong><\/p>\n<p>Nesta semana, o Rio de Janeiro recebeu o principal encontro de checadores de fatos do mundo: a 12\u00aa edi\u00e7\u00e3o do <em>Global Fact<\/em>. A organiza\u00e7\u00e3o foi do <em>International Fact-Checking Network<\/em> (IFCN), do Instituto Poynter, que se tornou uma das maiores lideran\u00e7as sobre o assunto e inspirou iniciativas semelhantes pelo mundo. A confer\u00eancia contou com cobertura especial da Ag\u00eancia Brasil e da EBC.<\/p>\n<p>A reportagem da <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>\u00a0ouviu a diretora do IFCN, Angie Drobnic Holan, ao final do evento, e conversou sobre os desafios atuais do combate \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o. Termo entendido n\u00e3o como simples fofoca ou mentiras espalhadas por indiv\u00edduos, mas como projeto pol\u00edtico baseado em confus\u00e3o e manipula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Angie Holan falou sobre a responsabilidade das <em>big techs <\/em>na circula\u00e7\u00e3o de <em>fake news<\/em>, o uso de intelig\u00eancia artificial (AI), as dificuldades de acessar dados confi\u00e1veis em cen\u00e1rios de guerra e a necessidade de tornar as pessoas mais conscientes sobre a busca por fontes confi\u00e1veis de informa\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cAs pessoas querem acesso a informa\u00e7\u00f5es precisas. Querem liberdade para explorar novas ideias e ter opini\u00f5es fortes, mas n\u00e3o consigo pensar em ningu\u00e9m que defenda ser enganado ou queira consumir informa\u00e7\u00f5es falsas\u201d, destacou a diretora durante a entrevista. \u201c\u00c9 a\u00ed que os checadores de fatos se posicionam, com seus princ\u00edpios \u00e9ticos\u201d, frisou.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:<\/strong>\u00a0O que voc\u00ea colocaria como principais contribui\u00e7\u00f5es que o evento <em>Global Fact<\/em> trouxe para o jornalismo e os jornalistas aqui no Rio de Janeiro? Quais pontos destacaria?<\/p>\n<p><strong>Angie Holan:<\/strong>\u00a0Eu acredito que o <em>Global Fact<\/em> ajuda a criar uma comunidade nossa. N\u00f3s nos encontramos pela primeira vez em Londres em 2014. E, ao longo dos anos, acumulamos ideias e apoios a partir das confer\u00eancias. Hoje, trabalhamos sob um conjunto de c\u00f3digos e princ\u00edpios que norteiam a checagem de not\u00edcias. E isso come\u00e7ou a partir do <em>Global Fact<\/em>.<\/p>\n<p>N\u00e3o importa onde nos encontremos, n\u00f3s conversamos sobre as melhores pr\u00e1ticas, sobre os desafios e novas oportunidades. Procuramos meios de fazer o jornalismo de checagem acess\u00edvel e compreens\u00edvel. Tamb\u00e9m \u00e9 um evento muito inspirador porque coloca em um mesmo lugar pessoas de diferentes pa\u00edses, com diferentes idiomas, mas com um foco comum de aprimorar nossa capacidade de documentar o nosso mundo de uma forma factualmente precisa. E eu me reabasteci com muita energia na confer\u00eancia desse ano.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:<\/strong> O encontro desse ano terminou com algum documento ou diretriz espec\u00edfica?<\/p>\n<p><strong>Angie Holan:<\/strong> N\u00e3o um documento exatamente. N\u00f3s tivemos uma sess\u00e3o final onde conversamos sobre nossos desafios e oportunidades em comum. Estamos todos preocupados sobre os usos da intelig\u00eancia artificial e como ela vai afetar o ecossistema de informa\u00e7\u00f5es. Ao mesmo tempo, muitos checadores de not\u00edcias j\u00e1 est\u00e3o trabalhando com IA. Ent\u00e3o, acredito que uma parte chave da confer\u00eancia foi desenvolver em conjunto o nosso pr\u00f3prio entendimento sobre esses pontos.<\/p>\n<p>N\u00f3s tamb\u00e9m estamos lidando com a redu\u00e7\u00e3o de trabalhadores nas empresas de tecnologia, particularmente a Meta, que anteriormente administrava um programa de verifica\u00e7\u00e3o de fatos nos Estados Unidos. N\u00e3o est\u00e1 claro o que vai acontecer com os programas de checagem de not\u00edcias no resto do mundo. Ent\u00e3o, estamos compartilhando algumas estrat\u00e9gias para lidar com essas incertezas e o que est\u00e1 por vir.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:<\/strong>\u00a0O trabalho das ag\u00eancias de checagem de not\u00edcias aqui no Brasil tem crescido nos \u00faltimos anos, com o surgimento de novos ve\u00edculos e profissionais. Mas a impress\u00e3o \u00e9 de que as chamadas <em>fake news<\/em>\u00a0(not\u00edcias falsas) ainda encontram muito espa\u00e7o entre a popula\u00e7\u00e3o. Como podemos confrontar esse processo de desinforma\u00e7\u00e3o liderado principalmente por agentes da extrema direita?<\/p>\n<p><strong>Angie Holan:<\/strong> Penso que a resposta para a desinforma\u00e7\u00e3o precisa estar na sociedade inteira. Checadores de not\u00edcias s\u00e3o parte disso, mas acredito que os sistemas nacionais de educa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m t\u00eam um papel fundamental. Da mesma forma, autoridades eleitas respons\u00e1veis \u200b\u200be candidatos a cargos p\u00fablicos precisam assumir essa responsabilidade. Assim como a m\u00eddia tradicional e cada cidad\u00e3o que consome not\u00edcias.<\/p>\n<p><strong>Precisamos de pessoas para valorizar e apoiar jornalismo baseado em fatos. Acredito que estamos em uma \u00e9poca desafiadora por causa das novas tecnologias. A internet, em muitos lugares, est\u00e1 amplamente desregulada. Por causa disso, n\u00f3s estamos buscando formas de usar melhor as novas tecnologias e providenciar informa\u00e7\u00f5es que tenham marcadores de autenticidade e credibilidade. E, claramente, ainda estamos no meio do processo.\u00a0N\u00e3o parece que estejamos, em nenhum lugar, pr\u00f3ximos de terminar esse processo. Mas cada nova tecnologia vem com aprendizados para o ser humano saber como us\u00e1-la com de maneira respons\u00e1vel e apropriada.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:<\/strong>\u00a0Durante essa semana, tivemos um debate pol\u00edtico e jur\u00eddico importante sobre a regula\u00e7\u00e3o das <em>big techs<\/em> no Brasil. Qual a sua opini\u00e3o sobre a regula\u00e7\u00e3o global e a responsabilidade das <em>big techs<\/em> em permitir a circula\u00e7\u00e3o de not\u00edcias falsas?<\/p>\n<p><strong>Angie Holan:<\/strong>\u00a0O IFCN n\u00e3o toma posi\u00e7\u00f5es sobre projetos espec\u00edficos legislativos ou pol\u00edticos. Mas, filosoficamente, sentimos que as <em>big techs<\/em>, assim como quaisquer outras empresas, t\u00eam a responsabilidade de tentar promover informa\u00e7\u00f5es precisas e n\u00e3o de promover desinforma\u00e7\u00e3o ou mentiras intencionalmente.<\/p>\n<p>Agora, acho que todas essas empresas v\u00e3o apontar para os programas que elas t\u00eam, dizer que est\u00e3o tomando medidas para dar aos seus usu\u00e1rios informa\u00e7\u00f5es de alta qualidade, mas essas medidas s\u00e3o boas o suficiente? Cada pa\u00eds, cada sistema pol\u00edtico e legal est\u00e1 debatendo isso da sua pr\u00f3pria maneira. E talvez eles cheguem a diferentes conclus\u00f5es.\u00a0Quero dizer, certamente antes das empresas de tecnologia e mesmo antes da internet, pa\u00edses tinham diferentes abordagens sobre publica\u00e7\u00e3o e liberdade de express\u00e3o. Mas, tendo dito isso, nenhuma empresa est\u00e1 autorizada a fazer o que quiser, sem restri\u00e7\u00f5es. Acredito que os coment\u00e1rios que ouvi esta semana no Brasil falavam sobre isso.<\/p>\n<p><strong>Nossos convidados do Judici\u00e1rio &#8211; C\u00e1rmen L\u00facia e Alexandre de Moraes [ministros do Supremo Tribunal Federal] &#8211; falaram de forma muito eloquente sobre o direito das sociedades de regular as tecnologias.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:<\/strong>\u00a0Voc\u00ea concorda que o jornalismo perdeu o poder de distribui\u00e7\u00e3o de conte\u00fados e not\u00edcias para as redes sociais? Este poder est\u00e1 concentrado nas m\u00e3os das <em>big techs<\/em> agora? Se sim, como o jornalismo pode lidar com esse cen\u00e1rio?<\/p>\n<p><strong>Angie Holan:\u00a0<\/strong>Essa \u00e9 uma pergunta fascinante. Eu n\u00e3o acho que o jornalismo perdeu inteiramente o poder de distribuir informa\u00e7\u00e3o, mas certamente est\u00e1 enfrentando desafios muito particulares nesse exato momento. Se voc\u00ea pensar na m\u00eddia tradicional, os jornais impressos antes da internet eram os principais distribuidores.<\/p>\n<p><strong>Essas fun\u00e7\u00f5es de distribui\u00e7\u00e3o parecem ter sido transferidas para empresas de tecnologia, que insistem que n\u00e3o s\u00e3o jornalistas e n\u00e3o tomam medidas que os jornalistas tomam para fornecer informa\u00e7\u00f5es precisas e de alta qualidade. Portanto, os poderes de distribui\u00e7\u00e3o do jornalismo certamente diminu\u00edram.\u00a0Por\u00e9m, acredito que o jornalismo ainda tem for\u00e7a, porque suas pr\u00e1ticas profissionais de apura\u00e7\u00e3o de not\u00edcias ainda s\u00e3o muito fortes. Muitos dos princ\u00edpios \u00e9ticos aos quais as organiza\u00e7\u00f5es jornal\u00edsticas aderem ainda est\u00e3o em vigor.<\/strong><\/p>\n<p>Talvez n\u00e3o todos, mas muitos deles. Estamos come\u00e7ando a ver mais discuss\u00f5es sobre a preocupa\u00e7\u00e3o com a \u00e9tica da informa\u00e7\u00e3o entre criadores de conte\u00fado e <em>startups<\/em> de novas m\u00eddias. E acho que isso \u00e9 \u00f3timo. Em meu discurso de abertura da confer\u00eancia, enfatizei que a verdade \u00e9 um valor humano universal. As pessoas querem acesso a informa\u00e7\u00f5es precisas.<\/p>\n<p>E, sim, eles querem liberdade para explorar novas ideias e ter opini\u00f5es fortes, mas n\u00e3o consigo pensar em ningu\u00e9m que seja a favor de ser enganado ou de querer consumir informa\u00e7\u00f5es falsas. Portanto, \u00e9 a\u00ed que os verificadores de fatos se posicionam, com seus princ\u00edpios \u00e9ticos: acreditamos que o p\u00fablico precisa de informa\u00e7\u00f5es precisas e estamos fazendo o poss\u00edvel para fornec\u00ea-las.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:<\/strong>\u00a0Acompanhamos uma s\u00e9rie de conflitos pelo mundo: R\u00fassia e Ucr\u00e2nia, Israel e Ir\u00e3, e ataques na Palestina. Para citar apenas alguns deles. Para os jornalistas que cobrem esses conflitos e para os que trabalham na checagem de not\u00edcias, quais os caminhos poss\u00edveis para ter acesso a informa\u00e7\u00f5es mais precisas? Digo isso porque os pr\u00f3prios pa\u00edses possuem estrat\u00e9gias para manipular e esconder determinadas informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Angie Holan:<\/strong>\u00a0Conflitos de checagem de fatos, conflitos militares, s\u00e3o alguns dos trabalhos mais desafiadores que os verificadores de fatos realizam. Muitas coisas n\u00e3o podem ser comprovadas imediatamente. Elas precisam ser investigadas nos dias, semanas, at\u00e9 meses e anos que se desenrolam ao longo do tempo.<\/p>\n<p><strong>Esta \u00e9 simplesmente a realidade da guerra. Mas, ao mesmo tempo, o p\u00fablico est\u00e1 \u00e1vido por informa\u00e7\u00f5es para aprender sobre esses conflitos porque eles s\u00e3o t\u00e3o s\u00e9rios, porque inevitavelmente terminam em sofrimento humano e morte. Ent\u00e3o, dadas essas press\u00f5es conflitantes, os verificadores de fatos fazem o melhor que podem.\u00a0Certamente, sempre que h\u00e1 uma guerra, os relatos mais imediatos t\u00eam probabilidade maior de serem imprecisos ou distorcidos. E h\u00e1 todo tipo de press\u00e3o dos governos para fazer com que seus inimigos pare\u00e7am terr\u00edveis. Portanto, no geral, \u00e9 um ambiente muito desafiador para a verifica\u00e7\u00e3o de fatos, e ainda assim os verificadores de fatos precisam fazer o seu melhor.\u00a0Eles precisam ver o que pode ser descoberto imediatamente e o que pode ser imediatamente descartado como mentira gerada por IA. Na maioria dos conflitos militares recentes, vemos pessoas desmascarando essas mentiras de maneira relativamente f\u00e1cil, e nossos verificadores de fatos fazem o mesmo.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:<\/strong> Voc\u00ea gostaria de acrescentar alguma reflex\u00e3o sobre o evento desse ano?<\/p>\n<p><strong>Angie Holan: <\/strong>Eu acrescentaria que a raz\u00e3o pela qual viemos ao Brasil \u00e9 porque temos quatro organiza\u00e7\u00f5es parceiras de verifica\u00e7\u00e3o de fatos muito fortes aqui [Aos Fatos, Estad\u00e3o Verifica, Lupa e UOL Confere]. Elas v\u00eam fazendo um trabalho muito bom h\u00e1 anos, sob press\u00f5es, \u00e0s vezes enormes. E eu gostaria de pedir a todos os brasileiros que ainda n\u00e3o consultaram esses sites e canais de distribui\u00e7\u00e3o de verifica\u00e7\u00e3o de fatos que os visitem e vejam o que eles pensam. Porque uma das marcas registradas da checagem de fatos \u00e9 que fornecemos nossas fontes para que as pessoas possam pesquisar por si mesmas e verificar se \u00e9 verdade ou n\u00e3o.<\/p>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na batalha contra a dissemina\u00e7\u00e3o de not\u00edcias falsas (ou fake news, com a populariza\u00e7\u00e3o do termo em ingl\u00eas), checadores de fatos passaram a assumir um papel central na valida\u00e7\u00e3o de&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":698,"featured_media":74580,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_lmt_disableupdate":"","_lmt_disable":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-74579","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/appservicos.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74579","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/appservicos.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/appservicos.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/appservicos.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/698"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/appservicos.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=74579"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/appservicos.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74579\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/appservicos.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/74580"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/appservicos.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=74579"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/appservicos.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=74579"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/appservicos.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=74579"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}