{"id":76139,"date":"2025-07-29T16:27:56","date_gmt":"2025-07-29T19:27:56","guid":{"rendered":"https:\/\/appservicos.com\/noticias\/trump-fecha-acordos-favoraveis-aos-eua-e-evita-retaliacao-por-tarifaco\/"},"modified":"2025-07-29T16:28:06","modified_gmt":"2025-07-29T19:28:06","slug":"trump-fecha-acordos-favoraveis-aos-eua-e-evita-retaliacao-por-tarifaco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/appservicos.com\/noticias\/trump-fecha-acordos-favoraveis-aos-eua-e-evita-retaliacao-por-tarifaco\/","title":{"rendered":"Trump fecha acordos favor\u00e1veis aos EUA e evita retalia\u00e7\u00e3o por tarifa\u00e7o"},"content":{"rendered":"<div>\n<p><strong>Os acordos comerciais fechados pelos Estados Unidos (EUA) com pot\u00eancias econ\u00f4micas como Uni\u00e3o Europeia (UE), Jap\u00e3o, Reino Unido e Indon\u00e9sia, al\u00e9m de Vietn\u00e3 e Filipinas, foram marcados pela assimetria nas condi\u00e7\u00f5es impostas \u00e0s partes. Enquanto Washington elevou as tarifas de importa\u00e7\u00e3o em \u00edndices que v\u00e3o de\u00a010% e 20%, os pa\u00edses abriram m\u00e3o de retaliar com tarifas rec\u00edprocas.<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1652328&#038;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1652328&#038;o=node\"><\/p>\n<p>Os acordos firmados desde o in\u00edcio da guerra comercial, iniciada em abril, abrem ainda mais os mercados para os produtos estadunidenses. Os pa\u00edses tamb\u00e9m se comprometeram a aumentar os investimentos e as compras dos EUA na casa das dezenas de bilh\u00f5es de d\u00f3lares.\u00a0\u00a0<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/qRfw50EWi-lemPacYrCtvYqZnH0=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/whatsapp_image_2023-11-20_at_14.00.26.jpeg?itok=xaFM9qCu\" alt=\"Nildo Ouriques  - Impactos da vit\u00f3ria de Milei nas elei\u00e7\u00f5es argentinas. - Foto: Arquivo Pessoal\" title=\"Arquivo pessoal\" data-old-src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/qRfw50EWi-lemPacYrCtvYqZnH0=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/whatsapp_image_2023-11-20_at_14.00.26.jpeg?itok=xaFM9qCu\"><\/p>\n<\/div>\n<p><h6>Para Nildo Ouriques, acordos s\u00e3o importantes vit\u00f3rias do\u00a0presidente dos EUA, Donald Trump. &#8211; <strong>Arquivo pessoal<\/strong><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p>O professor de economia e de rela\u00e7\u00f5es internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Nildo Ouriques, afirmou \u00e0 <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong> que esses acordos, em especial, com a Europa e o Jap\u00e3o, s\u00e3o importantes vit\u00f3rias do\u00a0presidente dos EUA, Donald Trump.<\/p>\n<p>Para Ouriques, que \u00e9\u00a0presidente do Instituto de Estudos Latino-americanos (IELA) da UFSC, os acordos demonstram que s\u00e3o falsas as teses de que Trump seria \u201clouco\u201d devido a sua pol\u00edtica tarif\u00e1ria e a de que os EUA seriam uma pot\u00eancia decadente.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cTudo isso \u00e9 consequ\u00eancia da concorr\u00eancia entre EUA e China e o imperialismo estadunidense tem mecanismos de press\u00e3o que n\u00e3o deixa\u00a0de lan\u00e7ar m\u00e3o. H\u00e1 uma luta pelo excedente econ\u00f4mico. Essas tarifas permitem que os EUA, que n\u00e3o conseguem competir no ch\u00e3o da f\u00e1brica com a China, coloquem barreira para as pr\u00f3prias multinacionais voltarem a operar dentro dos EUA\u201d, comentou Nildo.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>Uni\u00e3o Europeia<\/h2>\n<p>Anunciado nesse domingo (27), <strong>o acordo fechado pelos EUA com a UE eleva as tarifas de importa\u00e7\u00f5es dos pa\u00edses europeus para 15% na maioria dos produtos \u2013 valor inferior aos 30% inicialmente anunciados por Trump. <\/strong>A tarifa ser\u00e1 zero apenas para alguns produtos considerados estrat\u00e9gicos, como aeronaves e pe\u00e7as de aeronaves, certos produtos qu\u00edmicos, semicondutores e alguns medicamentos gen\u00e9ricos.<\/p>\n<p><strong>Em contrapartida, a Europa n\u00e3o aplicar\u00e1 o princ\u00edpio da reciprocidade. Ao contr\u00e1rio, deve zerar tarifas para produtos estadunidenses. Al\u00e9m disso, a UE se comprometeu a investir US$ 600 bilh\u00f5es nos EUA, incluindo compra de equipamentos militares, e a comprar energia dos EUA no montante de US$ 750 bilh\u00f5es. <\/strong>Nenhum recurso dos EUA para Uni\u00e3o Europeia foi anunciado.<\/p>\n<p>A presidente da Comiss\u00e3o Europeia, Ursula von der Leyen, comemorou o resultado, alegando que o acordo evita escalar a guerra comercial e traz previsibilidade para empresas europeias.<\/p>\n<p>Por outro lado, o acordo foi criticado, principalmente, pela Fran\u00e7a. O primeiro-ministro franc\u00eas, Fran\u00e7ois Bayrou, disse que o acordo marca um \u201cdia sombrio\u201d para Europa. \u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201c\u00c9 um dia sombrio quando uma alian\u00e7a de povos livres, reunidos para afirmar seus valores e defender seus interesses, resolve se submeter\u201d, disse o l\u00edder franc\u00eas em uma rede social.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Especialistas t\u00eam apontado que a Europa cedeu \u00e0s press\u00f5es dos EUA. O analista de geopol\u00edtica Arnaud Bertrand destacou que, \u201cnem remotamente\u201d, o acordo se assemelha a algo firmado entre pot\u00eancias soberanas equivalentes.<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cParece, sim, o tipo de tratado desigual que as pot\u00eancias coloniais costumavam impor no s\u00e9culo 19 \u2014 s\u00f3 que, desta vez, a Europa \u00e9 a v\u00edtima\u201d, disse em\u00a0rede social.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>O professor Nildo Ouriques destacou, por sua vez, que a Europa se submete as pol\u00edticas dos EUA h\u00e1 d\u00e9cadas, n\u00e3o sendo isso uma novidade.<\/strong>\u00a0\u201cA Europa jamais se comportou como um contrapoder. A Europa \u00e9 vassala [dos EUA] h\u00e1 muito tempo\u201d, completou.<\/p>\n<p>Ainda segundo Ouriques, as tarifas de Trump tendem ainda a refor\u00e7ar a concentra\u00e7\u00e3o de capital ao eliminar empresas que n\u00e3o poder\u00e3o pagar os aumentos de custos.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cTrump est\u00e1 favorecendo a concentra\u00e7\u00e3o e centraliza\u00e7\u00e3o de capital. V\u00e3o aumentar os monop\u00f3lios dentro da Europa e dos EUA. Os capitais pequenos n\u00e3o sobrevivem se tiverem que pagar 15% a mais\u201d, avalia.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>China<\/h2>\n<p><strong>Por outro lado, o especialista Nildo Ouriques comentou que a China tem margem de manobra para resistir ao cerco comercial estadunidense.<\/strong> \u201cEsse movimento n\u00e3o afeta a China porque ela tem uma coisa fundamental, que \u00e9 um ch\u00e3o de f\u00e1brica mais produtivo que os EUA\u201d, finalizou.<\/p>\n<p><strong>Ap\u00f3s elevar as tarifas contra a China a 145%, Trump recuou e fechou acordo tempor\u00e1rio com o pa\u00eds, mantendo as tarifas em 30% enquanto negocia os termos de novo acordo. <\/strong>Pequim, que havia retaliado os EUA elevando as tarifas para 125%, aceitou reduzir as taxas para 10%.\u00a0<\/p>\n<p>Na semana passada, os EUA afirmaram que a pausa nas tarifas pode se estender por mais 90 dias no caso da China para dar tempo das negocia\u00e7\u00f5es avan\u00e7arem.<\/p>\n<p>No caso do Brasil, as tarifas de importa\u00e7\u00e3o de 50% sobre todos os produtos devem entrar em vigor na pr\u00f3xima sexta-feira (1\u00ba) e o governo brasileiro\u00a0tenta, ainda sem resposta, costurar um acordo com a Casa Branca.<\/p>\n<h2>Jap\u00e3o<\/h2>\n<p>Na semana passada, foi fechado o acordo com o Jap\u00e3o de\u00a0tarifas em 15% &#8211; inferior ao anunciado inicialmente, de 24%. A pot\u00eancia asi\u00e1tica n\u00e3o aplicar\u00e1 tarifas reciprocas e ainda abrir\u00e1 seu mercado para carros e arroz estadunidenses. Trump disse ainda que o Jap\u00e3o investir\u00e1 US$ 550 bilh\u00f5es nos EUA.\u00a0<\/p>\n<p>Como parte do acordo, o Jap\u00e3o deve ainda comprar 100 avi\u00f5es da Boeing e aumentar\u00a0os gastos em defesa com empresas dos EUA de US$ 14 bilh\u00f5es para 17 bilh\u00f5es anuais. A taxa\u00e7\u00e3o do setor automotivo japon\u00eas, que representa mais de um quarto das exporta\u00e7\u00f5es para os EUA, tamb\u00e9m ficar\u00e1 em 15%. Inicialmente, o setor seria taxado em 27,5%.<\/p>\n<h2>Indon\u00e9sia e Filipinas<\/h2>\n<p>Junto com o acordo com o Jap\u00e3o, os EUA anunciaram ainda acordos comerciais com a Indon\u00e9sia, uma das principais economias da \u00c1sia, e as Filipinas.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Em 22 de julho, Trump fechou acordo para tarifas de importa\u00e7\u00e3o de 19% para Indon\u00e9sia, abaixo dos 32% inicialmente anunciados.<\/strong> Al\u00e9m disso, a Indon\u00e9sia se comprometeu a comprar aeronaves, produtos aliment\u00edcios e energ\u00e9ticos dos EUA estimados em US$ 22,7 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Em troca, o pa\u00eds do sudeste Asi\u00e1tico se comprometeu a eliminar \u201caproximadamente 99% das barreiras tarif\u00e1rias\u00a0para uma gama completa de produtos industriais, aliment\u00edcios e agr\u00edcolas dos EUA\u201d, informaram, em declara\u00e7\u00e3o conjunta, a Casa Branca e o governo indon\u00e9sio.\u00a0<\/p>\n<p><strong>No caso das Filipinas, o acordo com os EUA tamb\u00e9m estabeleceu tarifa de importa\u00e7\u00e3o de 19%, pouco abaixo dos 20% anunciados por Trump, mas acima dos 17% estabelecida em abril.<\/strong> Em contrapartida, o acordo estabeleceu tarifas zero para produtos estadunidenses entrarem nas Filipinas, segundo informou a Reuters.<\/p>\n<h2>Vietn\u00e3 e Reino Unido<\/h2>\n<p><strong>No caso do Vietn\u00e3, o acordo com os EUA estabeleceu as tarifas de exporta\u00e7\u00e3o em\u00a020% <\/strong>&#8211; menor que os 40% anunciados inicialmente \u2013 ao mesmo tempo que abriu o mercado do Vietn\u00e3 com tarifas zero para produtos estadunidenses.<\/p>\n<p>O primeiro acordo fechado pelos EUA em meio a guerra tarif\u00e1ria foi com o aliado Reino Unido ainda no dia 8 de maio. O acordo elevou as tarifas de importa\u00e7\u00e3o em 10% para os produtos do pa\u00eds europeu.<\/p>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os acordos comerciais fechados pelos Estados Unidos (EUA) com pot\u00eancias econ\u00f4micas como Uni\u00e3o Europeia (UE), Jap\u00e3o, Reino Unido e Indon\u00e9sia, al\u00e9m de Vietn\u00e3 e Filipinas, foram marcados pela assimetria nas&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":746,"featured_media":76140,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_lmt_disableupdate":"","_lmt_disable":"","footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-76139","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/appservicos.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76139","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/appservicos.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/appservicos.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/appservicos.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/746"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/appservicos.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=76139"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/appservicos.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76139\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/appservicos.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/76140"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/appservicos.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=76139"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/appservicos.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=76139"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/appservicos.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=76139"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}